Arquivos | Un Bon Guide RSS para esta seção

Um tempinho….

O nosso querido Fellipe Fernandes, que faz as colunas “Un Bon Guide” e “Consultório Sentimental”, está de férias. Mas, já já ele volta com tudo!

Estamos sentindo sua falta Fê….

un bon guide #16

Fim de semana concorrido, mas dá pra solucionar: vem pra cá, chega mais e se divirta conosco.

LIVRO


Confissões de Minas, de Carlos Drummond de Andrade, é talvez um ponto na literatura do poeta muito mais visceral que a própria poesia, porque é feito de prosa. Não quero aqui estabelecer uma diferença de importância entre os gêneros, mas simplesmente ressaltar a proximidade que ambos têm quando a verdade por detrás das palavras liberta o leitor de seu mundo preconcebido e também o escritor, aquele para quem a verdade, seja qual queira, muito mais que um norte, é também uma necessidade.

Drummond conversa com seu leitor de maneira elegante, um bate-papo informal, mas sincero, cheio de beleza. Neste livro, quem o ler encontrará crônicas sobre o cotidiano, sobre os medos, as remembranças de um outro tempo, um olhar crítico que ultrapassa o próprio comentário para garantir à História uma visão envolvente da literatura universal, da própria obra do poeta e daquilo que os faz transcendental.

Se o título, ao abrigar o termo confissões, sugere uma espécie de culpa, a penitência quem paga é o próprio leitor por haver demorado tanto a lê-las.

Confissões de Minas
Cosac Naify
Preço médio: R$70

°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Entra em cartaz hoje, no Museu da Imagem e do Som, o MIS, a mostra Superfícies Polaroides (1969-1986), que reúne 300 imagens (200 delas inéditas no Brasil) do ícone da pop art, Andy Warhol (1928-1987).

São retratos de diversas personalidades, amigos, objetos e detalhes de interiores com a célebre câmera instantânea da Polaroid: Sylvester Stallone, Liza Minelli, Mick Jagger, Arnold Schwarzenegger, Joseph Beuys, John Lennon, Francis Bacon, Truman Capote e a drag queen Divine são alguns dos personagens que ajudaram ao artista a fundamentar a estética pop.

Diógenes Moura assina a curadoria da exposição, realizada em parceria com André Viana e Beto Amaral.

*

*

*

*

Superficie Polaroides (1969-1986)
Museu da Imagem e do Som (MIS)
Av. Europa, 158, Jardim Europa
Tel: 2117-4777
Até 24/06 das 12h às 22h;
Sábado, domingo e feriado: 11h às 21h.
Ingresso: R$4.

°°°°°°°°°°

SHOW

Coincidindo com os 30 anos de falecimento de Elis Regina, a Nívea, empresa de cosméticos que nesse ano celebra 100 anos de existência, está patrocinando uma série de shows da cantora Maria Rita – filha do ícone da MPB – apresentando o repertório da mãe para saudosos, fãs e gente-que-apenas-ouviu-falar.

São Paulo recebe o seu amanhã, dia 05, sábado, no Parque da Juventude, com a promessa de, dessa vez, abarcar o interesse público e comportar a quantidade de pessoas dispostas a ouvirem o repertório de uma na voz da outra.

Em entrevista à Folha, Maria Rita disse: “Não me arrependo de não ter me aproximado da minha “mãe-cantora” nestes dez anos de estrada, mas essa distância era muito cruel. Ela é minha mãe antes de ser a Elis. Confesso que pensei que eu fosse sofrer e chorar mais. Mas estou leve. Como se um pedaço de mim tivesse se reencontrado”.

Quase uma epifania.

Maria Rita
“Nívea Viva Elis”
Parque da Juventude
Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, próx. à estação Carandiru do metrô
no sábado (5), às 15h
Grátis

°°°°°°°°°

FESTA

Hoje à noite, no Clube Piratininga, a Trash 80’s completará 10 anos em comemoração de gala: um grande baile.

A ideia é unir a velha guarda do clube e o público. O line-up de DJs é composto por todos que ajudaram a consolidar o sucesso da balada paulistana, especialmente Rico “Suave”, DJ que ajudou a construir a temática da Trash entre 2002 e 2004.

No palco, a banda rock’n’roll clássico anos 50/60, Studbaker, faz repertório especial pra noite com hits típicos da casa e Afonso Nigro atua como mestre de cerimônias.

Grande Baile dos 10 anos da Trash 80’s
Hoje, 04/05, a partir das 22h
Clube Piratininga
Alameda Barros, 376, Santa Cecília.
Antecipado, R$ 30
Porta, R$ 40
(os valores podem ser convertidos em consumação, R$ 60 ou R$ 80 respectivamente)

°°°°°°°°°

VIRADA CULTURAL

Já tivemos melhores, mas a deste ano também guarda suas maravilhas.

Quem quiser, talvez me encontrará num destes:

Arouche
18h Guilherme Arantes
20h Dalto

Praça Darcy Penteado
23h30 Gretchen

Praça Julio Prestes
05h Bixiga 70

Avenida São João
12h Cabeça Dinossauro – Titãs

*

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #15

Foi apenas um hiato.
Minha culpa, minha máxima culpa.
Mas o guia está de volta.

Se você está sem nada programado para este fim de semana, há salvação.
Aqui está minha redenção.

°°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Sem Titulo, 2011, Acrílica - tela 116 x 200 cm, de Fernando Araújo.

Qual é a dimensão do afeto? Alguém consegue medi-la?
Para o artista Fernando Araújo, o percuso da emoção pode ser um bom indicador e jamais uma variável.

Na mostra de Fernando, aberta ao público desde o dia 23 de abril, o visitante (seja ele um apreciador ou não de arte) pode percorrer o caminho que mais lhe vincula àquilo que emociona. Sua obra, composta formalmente por texturas, exuberância nas cores, grafismo e pinturas, permite identificação com aquilo que mais lhe toca.

Para ele, “é no ato expressivo que reconheço a minha alma e o mais profundo de mim mesmo“. Como sua alma se realiza na arte, o artista em sua função social compartilha a experiência. Você se arrisca a vivê-la?

A exposição A Dimensão do Afeto está no Espaço Cultural Citi, na Av. Paulista, 1111, térreo. O telefone para contato é o 4009.3000. Fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas. Acesso a pessoas com deficiência física pela Alameda Santos, 1146. A entrada é gratuita. Até 15 de junho.

°°°°°°°°°°

+ EXPOSIÇÃO

Baiano de nascimento, brasileiro na literatura, universal no entendimento de uma cultura, Jorge Amado é considerado um dos maiores das letras nacionais e, se estivesse vivo, celebraria seu centenário neste ano.

Em comemoração ao marco cronológico, o Museu da Língua Portuguesa, desde o último dia 17, traz ao público uma mostra dedicada ao escritor, na qual compõe o perfil de um homem que já vendeu mais de 20 milhões de livros pelo mundo afora.

A exposição, chamada de Jorge, Amado e Universal, conta com acervo da Fundação Casa de Jorge Amado e traz personagens, faceta política, miscigenação e sincretismo religioso, malandragem e sensualidade, alguns dos temas mais recorrentes em sua obra.

Entre os destaques visuais da exposição, com expografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, estão 6.000 fitinhas coloridas que levam nomes de cem personagens escolhidos dentro da extensa obra do autor.

Imperdível.

Jorge, Amado e Universal
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº. Centro
(11) 3326-0775
Terça a domingo: 10h às 17h30 (c/ permanência até as 18h) .
R$6 – até 22 de julho.

°°°°°°°°°°

SHOW

Thiago Pethit foi apontado pelo periódico britânico The Guardian como um dos nomes mais promissores do cenário musical atual. O cantor e compositor também colhe uma boa safra de excelentes críticas ao seu último trabalho, o disco Berlim, Texas, do qual se despede nesse fim de semana com show no teatro Décio de Almeida Prado.

Nos dias 28, às 21h e 29, às 19h, Pethit sobe ao palco para apresentar um repertório autoral, que preza pelo lirismo da simplicidade das letras e inspiradas na obra de nomes como Tom Waits, Kurt Weill e Leonard Cohen.

No entanto, mesmo com as referências de peso em seu estilo musical, ele se permite o desnudamento de um som universal que foge dos cacoetes que outros cantores do gênero assumem por desbravamento.

Não perca.

Thiago Pethit
Sábado, 28/04, às 21:00
Dom 29/04, às 19:00
Teatro Décio de Almeida Prado
Rua Cojuba, 45 B – Itaim Bibi, São Paulo – SP
(11) 3079-3438
Entrada gratuita.

°°°°°°°°°°

BALÉ

Com direção de Lara Pinheiro, o Balé da Cidade de São Paulo encena, neste fim de semana, duas coreografias de seu repertório no Theatro Municipal: Wii-Previsto, de Alex Soares, que fala de diversas percepções de realidade, e Nos Outros, da própria diretora, é um estudo sobre a ideia de espelhamento e o que acumulamos durante a vida.

Com preços considerados baixos para os padrões do Municipal, o espetáculo tem 75 minutos de duração e retoma o projeto de popularização do balé, há muito considerado fruto maior do preciosismo burguês.

Balé da Cidade de São Paulo
Não recomendado para menores de 10 anos.
Theatro Municipal Sala principal
Pça. Ramos de Azevedo, s/ nº – República – Centro. Telefone: 3397-0327.
Ingresso: R$ 20 a R$ 60 (estudantes: R$ 10 a R$ 30).
quarta e quinta: 21h.
A partir de 25/04/2012 (até 29/4).

°°°°°°°°°°

JOIAS

o joalheiro Philippe Tournaire

O joalheiro Philippe Tournaire, um dos mais prestigiados do mundo das pedras preciosas, acaba de lançar uma coleção inspirada em monumentos famosos de grandes cidades do mundo.

Nas peças, ele combina ouro, prata, platina, diamantes e pedras preciosas para recriar paisagens que, por si só, segundo ele, já são “joias do planeta”. Tudo bem que a frase dele é cafona, mas os aneis são bem legais.

Quem quiser, pode visitar a página de Tournaire e ver outras de suas criações.

http://philippetournaire.com/

Veja algumas peças:

Moscou

Londres

Paris

Torre Eiffel

A torre pendente de Pisa

Pequim

Veneza

Nova Iorque

Gostou?

*

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #14

Desde o último Un Bon Guide, o de número 13, tenho pensado na sorte.

Lembro-me, especialmente, de um provérbio sueco que diz: a sorte nunca dá, ela apenas empresta.

Nos últimos dias, para deixar a reflexão mais próxima do mundo real, minha vida deu uma reviravolta que, se eu a refletir à luz do dito acima, talvez seja o maior dos empréstimos que já contraí da bendita.

Por outro lado, sou bom pagador.
Não é arrogância, é senso de responsabilidade.
Como em toda relação de negócios – a vida mesma é uma transação de risco -, o sucesso vem com a retidão e esforço, mas com olhos que sabem identificar a beleza das curvas que o caminho apresenta, além de uma dose justa de intuição.

Amanhã, por exemplo, é sexta-feira 13. Se somarmos os números de 13/04/2012, também teremos o 13 como resultado.
Coincidência? talvez. Propício à sorte? Não sei.
Se for, preste atenção: não se endivide mais do que pode pagar.

Porque a sorte, como já diria Sêneca, o pensador romano que ajudou a fundar os conceitos da tragédia como um estilo narrativo literário, respeita os valentes, mas oprime os covardes.

Um bom fim de semana a todos!

°°°°°°°°°°

LIVRO

Leonard Cohen, dono da cabeça canadense que vale uma humanidade, escreveu, em 1963, o romance A Brincadeira Favorita, lançado no Brasil somente agora pela Cosac Naify.

Conhecido por sua poética desenvolvida à base de música, o texto de Cohen é uma reflexão sobre o corpo como um jogo de diferenças e que não existe enquanto coisa, não depende. Ao contrário, é causa de dependência, é o acontecimento que articula o sensível e o inteligível.

O que distingue este livro dos outros romances, especialmente se considerarmos os primeiros trabalhos de quase todos grandes escritores, é o lugar central ocupado pelo corpo na narrativa, dos jogos sexuais da infância às amantes da juventude, uma forma particular de veneração pelo corpo feminino, que passa tanto pelo desejo como pela inspiração.

A Brincadeira Favorita é, por si, uma das feridas mais lindas e particulares de um ser humano que sente o mundo em todos os seus orifícios. Cada capítulo é uma cicatriz e, como diz o próprio Cohen logo nas primeiras páginas, uma cicatriz é o que acontece quando a palavra se faz carne.

Criador da ilustração da capa, DW Ribatski também ilustrou o primeiro capítulo do livro.

A Brincadeira Favorita
Leonard Cohen
Cosac Naify
Preço médio R$40

°°°°°°°°°°

DISCO

Outro trabalho de Cohen lançado recentemente, o álbum Old Ideas (já apresentado aqui no blog pelo meu colega jornalista e colunista Alex Menotti) é escuro, mas cintila; e apresenta um poder implacável daquilo que nos bastidores do cotidiano.

Neste trabalho, ele volta a temas recorrentes em sua obra: as aspirações espirituais e os desejos do corpo, a fascinação pelo sagrado e a paixão pelo mundano.

No entanto, Old Ideas não é apenas sobre a traição, morte e Deus, suculentos como estes temas são. Como o próprio título sugere (trazudindo aqui para ideias antigas, ao invés de usar velhas, que seria um termo imeditado), o disco é um reforço – curtido como uísque em toneis de carvalho – das coisas que fazem de Leonard Cohen um indispensável à poética dos nossos dias: desejo, arrependimento, sofrimento, misantropia, amor e, por que não, esperança.

Old Ideas
Leonard Cohen
Sony/BMG
Preço médio R$25

°°°°°°°°°

FILME

Uma das sensações do Festival de Cannes do ano passado, o filme Beleza Adormecida é uma releitura desesperançada do célebre conto infantil, mas a partir da perversão do olhar e dos valores nada relativos que compõem o tema-base da trama.

Por esta razão e de certa forma, não é um filme muito moderno, já que sua estética é um regresso ao artporn e ao chateau-erótica da década de 1970, com claras referências às fantasias delirantes do cineasta polonês, Walerian Borowczyk.

A idéia de ricos senhores em busca de sexo ou situações sensuais com mulheres nuas e jovens, em ambientes elegantes e de bom gosto, pode ainda ser ridicularizada (lembram dos ataques que sofreu Stanley Kubrick quando fez De Olhos Bem Fechados?), mas um fator dramático muito real no mundo do lado de cá da tela do cinema, em uma sociedade cada vez mais hipócrita em relação aos seus fetiches e desejos.

Dirigida por Julia Leigh, a produção australiana tem algumas cenas de impacto, mas nada muito distante do que todos já tenhamos imaginado, pelo menos alguma vez, em momentos quando achamos que não há alguém que nos vendo (ou pelo contrário).

Beleza Adormecida
Drama / Sleeping Beauty
Austrália/2012
Direção: Julia Leigh
Com: Emily Browning, Rachael Blake e Ewen Leslie
Duração: 102 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Em circuito alternativo.

°°°°°°°°°°

SHOW

De folga do Sonic Youth, após 30 anos de carreira com a banda americana, o guitarrista e vocalista Thurston Moore anda bastante ocupado desde que passou por São Paulo, em novembro de 2011. O retorno à cidade, marcado para a noite de hoje no Cine Joia, é para a apresentação de seu disco solo mais recente, Demolished Thoughts, lançado no ano passado.

Com atmosfera mais suave e acústica, o terceiro álbum solo de Moore tem produção e arranjos assinados por outro ícone dos anos 1990: Beck. As músicas são bem executadas, recheadas de acordes de violinos e de harpa, revelam as marcas de um músico em processo intenso de amadurecimento, rompendo as amarras que costumam confinar os roqueiros em um nicho muito fechado.

O show de Moore terá abertura de Kurt Vile (acompanhado por sua banda The Violators), um bom complemento para quem for hoje à noite.

Thurston Moore com Kurt Vile & The Violators
Hoje, às 22h.
Gênero: Rock
Duração: 90 minutos
Classificação: Proibido para menores de 18 anos.
Cine Joia
Pça. Carlos Gomes, 82 – Sé – Centro
Telefone: 3231-3705.
Ingresso: R$ 140 (estudantes: R$ 70).

*

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #13

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?

Um guia muito bacana de coisas incríveis nesse fim de semana. Aliás, nosso guia de número cabalístico.
Porque nada é melhor do que aproveitar o fim de semana com um gostinho bom de felicidade: e promessas.

Feliz Páscoa a todos!

°°°°°°°°°°

SHOW

Sumida e gorda, a cantora Gal Costa retoma a carreira com um disco muito bacana com base na música eletrônica.

O show de estreia no Rio de Janeiro foi concorridíssimo e custou entre R$400 e R$800. Mas quem quiser vê-la aqui em São Paulo, não vai precisar pagar nada.

Para os paulistanos, Gal vai apresentar turnê do novo disco em show gratuito, no domingo, dia 08/04, às 11h30, no Parque da Juventude, em Santana.

O disco Recanto, que também marca a retomada de uma parceria antiga com Caetano Veloso, mescla sonoridades eletrônicas com violão e guitarra.

No entanto, além das canções novas, a diva baiana vai cantar clássico como Baby e Divino Maravilhoso.

Gal Costa
Dom 08/04 às 11:30
Parque da Juventude

http://www.sejel.sp.gov.br/parquedajuventude

Avenida Zaki Narchi, 1309 – Santana
(11) 2251-2706
Grátis

°°°°°°°°°°°

FILME

Branca de Neve está de moda outra vez.

Neste ano, serão dois grandes filmes sobre a história da garota de pele alva que, fugindo da madrasta má, vai viver na casa de sete anões de personalidades marcadas.

O primeiro a chegar é Espelho, Espelho Meu, produção que tem Julia Roberts e Lily Collins no elenco, e no qual a motivação para a perseguição já não é mais a resposta para existe alguém mais bela do que eu, mas sim uma rainha caprichosa e oneomaníaca que, para salvar a monarquia da falência, precisa se casar com um rico príncipe.

Os figurinos têm sido alvo de muitos comentários positivos. O lado negativo tem sido ressaltado pela leveza da comédia, já que há uma promessa de densidade dramática para o outro filme baseado na fábula, que trará Charlize Theron no papel da Madrasta e Kristen Stewart no da bonitinha do gelo.

Espelho, Espelho meu
País: EUA/2012
Direção: Tarsem Singh
Com: Lily Collins, Julia Roberts e Armie Hammer
Duração: 106 minutos
Classificação: Livre
Em grande circuito

°°°°°°°°°

TEATRO

divulgação da peça

Carlos Drummond de Andrade é um dos meus poetas preferidos.
O que eu não daria para poder passar um dia apenas dentro da cabeça de um dos maiores de nossa literatura.

Coincidindo com o relançamento de toda a obra de Drummond pela Companhia das Letras, o premiado dramaturgo Leonardo Moreira (vencedor de dois prêmios Shell de melhor autor), mergulha no universo que tanto me causa admiração na peça Menor que o Mundo, em cartaz no Teatro Sesi, na Avenida Paulista.

Montada pela companhia Nau de Ícaros, a peça mostra sete personagens que carregam o engenho, a ironia e a melancolia do escritor, mesclando linguagens do circo, da música, da dança e do teatro.

Menor que o Mundo
Texto e direção: Leonardo Moreira
Com: Alvaro Barcellos, Leticia Doretto, Marco Vettore e outros
Duração: 70 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos
Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso Teatro Sesi São Paulo
Av. Paulista, 1.313 – Bela Vista – Centro
Telefone: 3146-7405.
A partir de 05/04 até 08/07.

°°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Quem curte rock and roll não pode perder a exposição Let’s Rock, na Oca do Ibirapuera.

Acompanhando a ótima safra de shows na cidade, a mostra, que foi inaugurada ontem, retomam as últimas seis décadas do gênero contemplando grandes momentos de Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones, U2, Sonic Youth e White Stripes, passando por diversos destaques do rock brasileiro, como Os Mutantes, Raul Seixas e Cazuza.

Há também diversos trabalhos do fotógrafo norte-americano Bob Gruen, que já lançoi um livro muito bacana sobre os ídolos roqueiros. Além de fotografias e objetos históricos, a mostra também exibe filmes e promove pocket shows.

Os ingressos custam R$ 20.

Let’s Rock
Oca – Parque Ibirapuera
Classificação: Livre.
Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº – Parque Ibirapuera – Sul
Telefone: 4003-1212
Ingresso: R$ 20
terça a domingo: 10h às 22h.
Até 27/05

°°°°°°°°°°

LIVRO

Uma das marcas mais prestigiosas da moda internacional, a Gucci ganhou uma biografia muito bacana escrita pela inglesa Sara Gay Forden em 2008.

Mas só agora pude lê-la, sob indicação da minha amiga Daniella Bonani, uma das belles deste blog que me abriga.

É um livro leve, de leitura rápida, com bons artifícios de enganche, com diversos enredos e núcleos dramáticos que envolve assassinato, luxo, glamour e sucesso, além de brigas, processos, cobiça.

A autora ainda traça um paralelo com o mundo da moda, contando a trajetória de vários estilistas famosos, como Tom Ford, o responsável pelo renascimento da grife Gucci e a briga de dois gigantes do mercado de luxo, os grupos LVMH e PPR, pelo controle da empresa.

A bolsa com alça de bambu: um dos clássicos da Gucci que têm a história revisitada no livro sobre a marca

Casa Gucci
Sara Gay Forden
Editora Seoman
Em média R$55

*

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #12

Que semana estranha a última de março, não foi?

A quem se assustou ao não encontrar nosso guia na quinta-feira, peço desculpas.

Há dias em que o cotidiano é maior que nossa vontade de sermos plurais; nossas bruxas estão mais poderosas e acabamos assim: à mercê do tempo e das cordas.

Por isso, nesta semana, Un Bon Guide será publicado excepcionalmente hoje, num sábado.

Você pode até não acreditar em bruxas, pero que las hay…las hay.

Bom fim de semana para vocês.

°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Todo passado é inventado. É assim que eu gosto de enxergar a vida. Olhos de escritor.
Talvez tenha sido a Antiguidade Clássica que mais nos ensinou a inventá-lo: recriar, transformar, mover-se naquilo que teoricamente seria imutável.

É com essa mirada que eu sugiro a vocês que visitem à exposição Roma – A Vida e os Imperadores, em cartaz até amanhã no MASP. Quem for, vai ver mais de 300 peças provenientes de quatro museus públicos italianos: Nápoles, Florença, Roma e Pompeia.

Sabem daquele ditado que diz que quem tem boca vai a Roma? Claro que o contexto é outro, mas pode ser adaptado para este nosso momento aqui. Porque a produção romana revisitada recria um dos maiores impérios da história e a própria ficção do tempo, na boca de quem a conta, nos leva novamente ao Lácio, mesmo sem jamais ter ido.

A curadoria é do professor Guido Clemente.

Masp Galeria Clemente Faria

Av. Paulista, 1.578
Telefone: 3251-5644
Ingresso: R$ 15 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos, e às terças).
Hoje e amanhã: das 11h às 18h.

°°°°°°°°°°

+ EXPOSIÇÃO

Outras das maiores ficções já contadas é o sertão brasileiro.
Nas linhas de João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Bernardo Guimarães, Francisco Dantas ou Hugo de Carvalho Ramos, ele talvez seja o maior invenção de beleza que a literatura poderia tirar do sofrimento, da pobreza, da melancolia.

O mundo sertanejo está, de certa forma e com o perdão dos pleonasmos que se seguem, recriado novamente sobre muitas outras recriações já famosas do que seria, teoricamente, fixo em suas características primarias (a seca, as dificuldades, a luta) na exposição O Sertão: da Caatinga, dos Santos, dos Beatos e dos Cabras da Peste, em cartaz até dia 20 de maio no Museu Afro Brasil.

São aproximadamente 800 obras que compõem um retrato mais imediato daquilo que a Literatura fica a arrodear tantas e tantas páginas depois. Pinturas, esculturas, fotografias e roupas, além de cenários e instalações audiovisuais. É claro que estão lá nomes famosos do sertão como Lampião e Antônio Conselheiro.

O Sertão: da Caatinga, dos Santos, dos Beatos e dos Cabras da Peste
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 10
Parque Ibirapuera
Telefone: 3320-8900.
Terça a domingo: 10h às 17h (c/ permanência até as 18h)

°°°°°°°°°

FILME

A psicanálise diz que nos reconhecemos no olhar do outro, ou seja, nossa história ganha validade ao ser reconhecida por outro indivíduo.

No caso do filme Um Método Perigoso, que conta a história de um jovem Carl Jung, quando ele começa um tratamento inovador na histérica Sabina, sob influência de seu mestre e futuro colega, Sigmund Freud, há um fator agregado: também reconhecemos nossas perversões nos desejo alheio.

Dirigido por David Cronenberg, o filme tem Michael Fassbender, Keira Knightley e Viggo Mortensen no elenco.

Um Método Perigoso
A Dangerous Method – Drama
Direção: David Cronenberg
Duração: 99 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Em circuito alternativo.

°°°°°°°°°°

TEATRO

O teatro é um recorte do mundo. A vida retratada no palco é exagerada, grandiloquente, mas ainda assim – e há quem diga que não – vida.

A peça Vermelho, por exemplo, estrelada por Antonio Fagundes e seu filho, Bruno Fagundes, conta a história de Rothko, um dos principais artistas do expressionismo abstrato do século 20.

O recorte da trama se desenrola enquanto o pintor cria muráis para um restaurante recém inaugurado na Park Avenue com a ajuda de seu assistente, Ken, numa relação tormentosa.

Sucesso na Broadway, a peça é uma adpatação do texto de John Logan, o roteirista de filmes como A Invenção de Hugo Cabret, Gladiador, O Aviador e entre outros.

Vermelho
Teatro Geo
Rua Coropés, 88, Alto de Pinheiros
Tel. 3728-4925
Sexta, às 21h30; De quinta a sábado, às 21h; Domingo, às 18h
De R$ 100 a R$ 120
Classificação 12 anos
http://www.teatrogeo.com.br

°°°°°°°°°°

TECNOLOGIA

Se o passado é inventado, o futuro é composto por esperanças.
Deseja-se o novo, reformula-se o velho para sempre parecer novidade.

O mundo dos próximos anos, acreditem em mim, não seria muito diferente deste que temos agora se não fosse nossa vontade de ir atrás daquilo que ainda não veio. E é essa corrida que a mostra Meu Meio apresenta aos seus visitantes.

Com tecnologia inédita, apresenta o mundo atual como uma grande teia de conexões. Ideia velha, claro, mas com roupagem linda e cheia de vontade de se perder nela mesma.

Em cartaz no SESC Interlagos, é parte do projeto Marco Universal II – Nosso Futuro Comum. Tem curadoria de Marcello Dantas e apresenta trabalhos dos artistas Carlos Nader, Leandro Lima & Gisela Motta, Mauricio Dias & Walter Riedweg e Angelo Venosa.

Meu Meio
Até 29 de julho de 2012.
Quarta a domingo e feriados, das 10h às 17h.
Preços: Comerciário matriculado: grátis; R$ 1 a R$ 7.
Sesc Interlagos
avenida Manuel Alves Soares, 1100
Parque Colonial

°°°°°°°°°

JÓIAS

Ela ficou conhecida por outros motivos, mas poucos sabem que Maria Thereza Pereira de Lyra Collor de Mello Halbreich, ou simplesmente Thereza Collor, é historiadora e colecionadora de arte.

A exposição Jóias do Deserto, que está em cartaz na Galeria do Sesi-SP até o dia 10 de junho, é resultado da reunião de uma seleção de duas mil peças entre brincos, colares, braceletes, adornos e torlozeleiras, pertencentes a povos que habitavam os desertos do Saara, da Arábia, da Ásia Central, de Thar e do Himalaia.

Além das jóias, quem for ainda verá 300 fotografias dos desertos e de seus habitantes, registradas pela própria Thereza.

Jóias do Deserto
Galeria de Arte do Sesi-SP
Av. Paulista, 1313 (metrô Trianon-Masp)
Telefones: 3146-7405/06
Até 10 de junho de 2012.
Segunda, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 19h.
Grátis

°°°°°°°°°°

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #11

O ano tem cinquenta e duas semanas e já nos preparamos para começar a décima terceira.

Para muitos, o número treze traz sorte.

Encerremos bem, então, esta que se vai para já entrarmos com o pé direito na outra.

Porque a graça da vida é essa: ainda que passemos por situações bastante complicadas cotidianamente, o dia sempre amanhecerá; uma nova semana há de vir.

(Como estou Pollyanna hoje, não?)

Bom fim de semana a todos!

°°°°°°°°°°

FILME

Quem nunca teve um momento – ou vários – em que o chão desapareceu e vieram perguntas como: oncotô? poncovô? quenquissô?

Habemus Papam, um filme muito grato de Nani Moretti, basicamente é sobre essa dificuldade de seguir a partir de um determinado ponto de mutação. Vejam bem, mutação num sentido muito além da mudança por ela mesma.

Na trama, após a morte do papa, um sucessor é eleito, mas o cardeal escolhido não parece suportar o peso da responsabilidade, sofre um ataque de pânico e precisa de ajuda de um psicanalista, que é ateu, para sair do impasse.

É um filme sobre se olhar, se descobrir. Mas é também sobre o caminhar iludido da vida, a velhice iminente a todos que vivem, a hora de fazer o balanço. Tudo amarrado com a delicadeza da atuação do lendário Michel Piccoli.

°°°°

°

Habemus Papam
Gênero: Comédia
Direção: Nanni Moretti
Com: Michel Piccoli, Jerzy Stuhr e Renato Scarpa
Duração: 102 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Em circuito alternativo.

°°°°°°°°°°

+FILME

Um dos melhores diretores de sua geração, Steve Mcqueen ataca diretamente a um dos pontos mais fracos da sociedade pós-moderna: o sexo.

Com um mundo cada vez mais careta e com um falso-puritanismo crescendo fruto da mistura burra entre Estado e religião, a história de um homem bonito, bem vestido, com um bom emprego e viciado em sexo, é a beleza de uma ferida aberta, porém escondida.

Ambientado em Nova York, o filme mostra a interrupção da rotina de Brandon – o belo e talentoso (em todos os sentidos) do Michael Fassbender numa excelente atuação só pensando naquilo – após a chegada de Sissy, sua irmã, papel da sempre ótima Carey Mulligan.

Mcqueen sabe como deixar o filme forte, mas sem transformar essa fortaleza em um escudo contra o sexo.

Não é vulgar. É triste em muitos pontos e mostra como a solidão é – para mais ou menos – o ponto de partida de todos os nossos problemas emocionais.

°°°°

Fassbender: uma atuação que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e ao Bafta, o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza e considerada a ausência do ano na lista dos indicados a melhor ator no Oscar deste ano.

Shame
Gênero: Drama
Direção: Steve McQueen
Com: Michael Fassbender, Carey Mulligan e James Badge Dale
Duração: 101 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.
Em circuito alternativo.

°°°°°°°°°°°

LIVRO

A minha mais nova paixão é o escritor luso-angolano Valter Hugo Mãe, a quem leio com todos os sentidos e sentimentos aguçados pela beleza da língua portuguesa nãos mãos dele.

O livro a máquina de fazer espanhóis (escrito assim mesmo em pequeninas), sobre a velhice e a melancolia, é um dos melhores que li nos últimos anos. Podia ser o retrato de Portugal, um tratado sobre costumes, uma radiografia de um tempo que é nosso, mas é um elogio ao ato de se imaginar velho e entender o fim, o processo do enquanto se vive.

a máquina de fazer espanhóis é também uma uma análise do que são os portugueses de hoje, muito mais marcados do que querem ser por aquilo que foram em outros tempos – o orgulho de um passado histórico que já transforma em História o futuro.

Escrito todo em minúsculas, sem espaços e dicas de diálogos, o livro de Valter Hugo Mãe – talvez para rever a própria língua e atualizá-la para além de Camões – é bem amarrado e lindo demais.

Demais.

durante muito tempo, portugal foi um país cujas crianças nasceram em frança. tantas, caramba. e eu pensava, já ali por mil novecentos e sessenta e dois, que em frança estaríamos a salvo, escapando da fome e do jugo de um trabalho sem retribuição suficiente para um raio de sol por dia. mas os nossos sonhos de frança nunca iriam a lado algum. não sabíamos quem nos traficaria em segurança e, honestamente, não tínhamos suborno que se visse e, pior ainda, não havia coragem para entrar matos adentro e a laura acabara de engravidar novamente. não podíamos correr risco algum de que aquela nova criança padecesse também. quando a laura pariu, torturada de expectativas, a nossa elisa nasceu na felicidade e na frustração. podias ser francesa, elisa. podias ter sido francesa, embora nos dê um orgulho tão grande a resistência que te permitiu ser portuguesa e, assim, herdar portugal. portugal é teu, minha filha, é teu, mesmo assim difícil de compreender. (trecho do livro)

Valter Hugo Mãe em sua passagem pela Festa Literária Internacional de Paraty, quando foi o autor mais vendido do evento.

a máquina de fazer espanhóis
Valter Hugo Mãe
Cosac Naify
Preço médio: R$40

°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Tem quem gosta, quem não gosta, gente que nem sabe quem é ou que está ainda descobrindo. Mas o nome de Heitor Villa-Lobos já é um velho conhecido dos ouvidos de todo mundo – e algumas de suas composições também, ainda que você não ligue a música à pessoa.

Para todo mundo, independente de gosto ou ciência, vale bastante a visita à exposição sobre a vida e obra do maestro Viva Villa! Pelo Brasil, no shopping que leva seu nome na zona oeste de São Paulo.

Por meio de música, imagens, textos, vídeos, a exposição busca a interação do público contemporâneo com a obra daquele que abriu a contemporaneidade à música clássica brasileira.

Entre os destaques estão a boemia do Rio de Janeiro, onde o compositor ganhou a vida tocando choros no Cinema Odeon, no teatro Recreio e na lendária Confeitaria Colombo, além de momentos marcantes como a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, em que fez duas apresentações sob uma chuva de vaias.

Há ainda um trem cenográfico, o Trenzinho Caipira (referência à uma de suas peças mais famosas e que você pode ouvir mais abaixo), que leva os visitantes a percorrerem os caminhos que a música de Villa-Lobos trilhou até ser reconhecido como o Compositor das Américas.

Viva Villa! Pelo Brasil
Shopping Villa-Lobos
Av. das Nações Unidas, 4.777, Jardim Universidade Pinheiros
Tel.: 3024-3738.
Das 11h às 22h até 15 de abril.
Grátis.

°°°°°°°°°°

ÓPERA

Depois das celebrações dos 90 anos da Semana de Arte de 1922, o Theatro Municipal de São Paulo abre a temporada lírica com onze apresentações, a partir de hoje, da La Traviata, uma das óperas mais populares entre todas já compostas (e a que fez Julia Roberts quase molhar a calcinha em Uma Linda Mulher).

Lançada em 1853, a obra compõe, ao lado de Rigoletto e Il Trovatore, a trilogia de Giuseppe Verdi, um dos maiores nomes do gênero. O libreto é inspirado no romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas, e conta a história de amor entre Violetta Valéry, uma cortesã parisiense, e Alfredo Germont, que acabam se separando devido às pressões sociais.

A ópera, que é produção do próprio teatro, tem direção cênica do italiano Daniele Abbado, que desde 2002 é diretor artístico da Fondazione I Teatri di Reggio Emilia. Em La Traviata, ele foge da representação naturalista, optando por um cenário com poucos detalhes e figurinos neutros e funcionais. A direção musical e regência são do maestro Abel Roch. Diretor artístico do Theatro Municipal e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal, ele é especialista em ópera.

Crédito: Adriano Vizoni/Folhapress

La Traviata
Março: dias 22, 23, 24, 25, 27, 28 e 31
Abril: dias 1, 3, 5 e 7)
Aos domingos, às 17h; nos outros dias, às 20h
Ingressos custam de R$ 40 a R$ 100 e podem ser adquiridos na Bilheteria do Theatro Municial, pelo Ingresso Rápido e pelo telefone (11) 4003-2050.
Theatro Municipal fica na Praça Ramos de Azevedo, s/nº, no Centro de São Paulo.

°°°°°°°°°

KARAOKÊ

Quem é cativo da noite paulistana já deve ter ido ou ouvido falar do bar Blá, um lugar com decoração discreta, com jeitão de casa, que tem ambientes que lembram uma sala de estar, além de ter uma biblioteca e mesinhas destinadas aos fumantes na varanda do sobrado.

É nesse lugar com vontade de ser habitado que, desde quarta-feira passada, temos uma opção fantástica para quem gosta de cantar, cantar e seus males espantar: um Karaokê Club que dá a oportunidade aos clientes de subirem ao palco e cantarem acompanhados por uma banda ao vivo.

Não é demais? e quem for só paga R$ 20 consumíveis.

Blá
Av. Brig. Luís Antônio, 5.003 – Jardim Paulista
Telefone: 3052-2448.
Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa.
Aceita os tíquetes Smart VR, Sodexho Pass, Visa Vale.
Preço: R$ 8 (cerveja long neck Itaipava – 355 ml).
segundas, das 11h30 às 15h; de terça a sexta, das 11h30 às 15h e a partir das 18h; aos sábados, a partir das 18h.

*

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #10

Caros leitores,

minha mãe me visitará nesse fim de semana.
Virá de outro estado e passará três dias entre dois caos diferentes: o meu e o da cidade; ainda assim, caos.

Por mais moderna que minha mãe seja, o título hierárquico para mim sempre a faz clássica. Por isso, desde o princípio da semana venho tentando não envelhecer demais e me deixar ser um pouco criança à espera da mãe.

Às vezes não consigo, como no guia de hoje. Quando me dei conta de todas as coisas que havia selecionado para vocês, vi que nosso guia de hoje, para ser mais clássico, deveria ser grego ou romano.

No entanto, não se enganem. Eu jamais lhes daria uma dica sem a certeza de que adorariam. Por isso, espero que aproveitem e sejam felizes.

Com amor,

F.

°°°°°°°°°

LIVRO

William Faulkner em fotografia de Henri Cartier-Bresson

William Faulkner é o meu escritor predileto.
É quem leio sempre como se fosse a primeira vez, mas com a intimidade de velhos camaradas. Inclusive, em meu novo romance, que em breve será publicado, há tanto dele como há também de mim.

Sartoris, um dos primeiros livros a serem publicados daquele que viria a ser um Nobel de Literatura e um dos melhores de todos os tempos, tem um sabor de primeira vez, mas desejos de querer mais. A história de uma família no sul dos Estados Unidos que se perpetua na vida por meio de tragédias pessoais e solidão é bem construída com uma trama bem característica ao autor: balões de lembrança.

Isto é, a linha temporal do livro é toda cheia de momentos de memória que não deixam a cronologia se acomodar na estupidez do passar dos anos. A linguagem ainda é vitoriana, mas o embrião de toda a revolução provocada nos romances posteriores está lá alimentado parágrafo a parágrafo.

Quem gosta de ler, não deve deixar passar a oportunidade de se embrenhar em suas 400 páginas. Quem não gosta, não deve se assustar e lê-lo para criar gosto. Ou melhor, um bom gosto.

SARTORIS
de William Faulkner
Cosac Naify
Valor médio: R$80

°°°°°°°°°

FILME

O diretor François Truffaut no set de filmagem

Do mesmo modo que Faulkner influencia a muita gente na Literatura, François Truffaut e a turma da Nouvelle Vague francesa para muitos são deuses do cinema que ajudaram a modernizar a narrativa e apresentaram outras estéticas além da clássica hollywoodiana.

Nesse fim de semana, o público terá a chance de ver quase a filmografia completa de Truffaut, entre eles, Os Incompreendidos, Jules e Jim – Uma Mulher para Dois, Fahrenheit 451 (o único feito em língua inglesa), O Garoto Selvagem e Atirem no Pianista, por apenas R$8 o ingresso, na Cinemateca.

A mostra também exibirá outros clássicos da Nouvelle Vague, como Acossado, de Jean Luc-Godard (do qual Truffaut é responsável pelo roteiro), Ladra e Sedutora, de Claude Miller (baseado num roteiro de sua autoria, mas não levado às telas por ele), e um documentário sobre sua vida e obra.

Uma das cenas mais famosas de Jules e Jim - Uma Mulher para Dois, com Jeanne Moreau.

Retrospectiva Truffaut

Quinta (15)
18h30: “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois”
21h: “Acossado”

Sexta (16)
19h: “Os Pivetes / “Antoine e Colette”
21h: “Um Só Pecado”

Sábado (17)
16h30: “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois”
18h30: “Acossado”
20h30: “Os Incompreendidos”

Domingo (18)
16h30: “Ladra e Sedutora”
18h30: “Um Só Pecado”
20h30: “Os Pivetes / “Antoine e Colette”

Retrospectiva François Truffaut
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino
Tel.: 3512-6111.
Ingressos: R$8

°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Cartaz da exposição com fotografia de Alessandra Cestac

Desde que comecei a fazer o guia, eu sempre dou dicas sobre exposições fotográficas.
A fotografia, além de ser uma das minhas grandes paixões, é também um excelente veículo para se discutir o moderno a partir do clássico.

Desta vez, indico a exposição coletiva São Paulo Mon Amour, que está em cartaz nesta terça-feira (13), no MuBE, com entrada gratuita.

A mostra traz, além de fotografias, vídeo-arte e intervenções urbanas que reunem grafites abstratos, cartaz da nudez de Alessandra Cestac pelas escadarias de Montmartre e as imagens de Gal Oppido na Maison des Metallos em Belleville.

A proposta é apresentar a vida contemporânea na metrópole e os assuntos que dão origem aos conflitos do artista, como o vazio, a multidão e o deslumbramento.

Obra de Gal Oppido, uma das que estão expostas no MuBE

São Paulo Mon Amour
MuBE
Av. Europa, 218, Jardim Europa
Tel.: 2594-2601
De 13/3 a 1º/4
das 10h às 19h (terça a domingo)
Grátis

°°°°°°°°°°

TEATRO

Reynaldo Giannechini e Maria Manoella em um momento da peça Cruel

A peça Cruel, adaptação do texto Os Credores, de August Strindberg, com direção de Elias Andreato mostra um homem que, movido pela vingança, trama uma armadilha para uma moça e seu ingênuo marido.

Mais clássico que este enredo não existe. No entanto, o conflito psicológico pode ser considerado um traço de modernidade nessa trama.

Tudo bem que a história não seja o maior atrativo da peça, mas sim o retorno de Reynaldo Gianecchini aos palcos, após passar cerca de seis meses afastado do teatro para se tratar de um linfoma.

A reestreia ocorreu na nesta terça passada (13), com direito a uma mulher roncando altíssimo e roubando a cena no retorno triunfal do belo ator.
A temporada tem sessões sempre às segundas e terças.

Cruel
Gênero: Drama
Direção: Elias Andreato
Com: Reynaldo Gianecchini, Maria Manoella e Erik Marmo
Duração: 70 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Texto: August Strindberg
segunda e terça: 21h
Faap Teatro
R. Alagoas, 903 – Higienópolis – Centro. Telefone: 3662-7233.
Ingresso: R$ 60.

°°°°°°°°°

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #9

Sexta-feira, solão lá fora e, mais tarde, aquele ventinho fresco que vem do litoral.
Quer clima melhor para curtir o lusco-fusco em São Paulo?

Dizem que é a hora mais perigosa do dia, quando todas as tentações estão mais latentes.

Então, querem saber de uma coisa? Caiam!
E sejam felizes.

Um bom fim de semana a todos.

°°°°°°°°°

FILME

Considerada uma das melhores produções do cinema do ano passado, Albert Nobbs, que tem a fantástica Glenn Close no elenco, é um trabalho bem cuidado sobre um tema que está na esfera da tolerância e na reinvenção da vida para a sobrevivência.

Isso porque o roteiro, dirigido com delicadeza por Rodrigo García, conta a história de uma mulher que, para trabalhar e realizar-se pessoalmente na Irlanda do século 19, se passa por homem. Ela é Albert Nobbs, um mordomo que, após 30 anos disfarçada, usando roupas masculinas, de reprente se vê presa dentro da própria criação.

Além da bela atuação de Glenn, indicada ao Oscar desse ano pelo papel, destaco também o trabalho de Janet McTeer. Vale a pena conferir.

Albert Nobbs
Gênero: Drama
Nome original: Idem
País: Reino Unido/Irlanda/2011
Direção: Rodrigo García
Com: Glenn Close, Janet McTeer, Mia Wasikowska e Aaron Johnson
Duração: 113 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.

°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

One Night with Marilyn, 1961-2003

Até quem ainda não aprendeu a falar já sabe que Marilyn Monroe foi um dos maiores ícones da cultura pop universal. Talvez o maior deles. Muitos, entretanto, não sabem o que havia e ainda há por debaixo de toda essa grandeza.

Para ter uma noção completa da musa, pela primeira vez no Brasil, a exposição Quero Ser Marilyn Monroe! chega à Cinemateca Brasileira (zona sul de São Paulo) celebrando os 50 anos da morte da diva.

Marilyn with Chanel No.5 (1955-2003)

Até 1º de abril, o público pode conferir gratuitamente 125 obras de arte e filmes de uma das principais estrelas do cinema. Entre as peças estão trabalhos de artistas consagrados como Andy Warhol, Allen Jones, Peter Blake e Henri Cartier-Bresson.

Vai perder?

Marilyn II (2003)

Quero Ser Marilyn Monroe!
Cinemateca Brasileira
Lgo. Sen. Raul Cardoso, 207, Vila Clementino
Tel.: 3512-6111.
Segunda a sexta: 9h até o fim da última sessão de cinema
Sábado e domingo: 10h até o fim da última sessão de cinema. Grátis.

°°°°°°°°°

FESTA

Que o clube Glória já não é o que já foi um dia, estamos todos beges de saber. Mas às vezes surgem coisas que talvez sejam bacanas de ver pelo aspecto nonsense. Como, por exemplo, a festa OuiOui, que recebe nesse sábado, dia 10, a socialite Narcisa Tamborindeguy.

A “mulher rica” brinca nas pick-ups, que ficam sob o comando dos DJs João Fabra, Leka Peres, Mari Leone, Rachel Mancini e Barbie da Silva.

Quem tiver nome na lista do site paga R$ 30 (entrada) ou R$ 60 (consumação). Sem o cadastro, o preço sobe para R$ 40 (entrada) ou R$ 80 (consumação).

Ai que absurdo!

OuiOui no Gloria
Rua Treze de Maio, 830, Bela Vista
Tel.: 3287-3700

°°°°°°°°°

BAR

A modinha do momento é ter um bar com espírito espanhol. Eles se espalham pela cidade dando uma pitadinha de cultura ibérica para aqueles que querem sentir um momento de pasión flamenca.

O mais novo bar a trazer para seus clientes petiscos espanhóis e cervejas especiais é o Bar do Sancho, localizado no Baixo Augusta e inaugurado há dois meses, é uma opção para quem quer clima despojado com luzes vermelhas, mesinhas de madeira e peças inteiras de jamón decorando o salão.

Com preços que vão de R$ 3 a R$ 5, há opções individuais diversas, como tortilhas, croquetas e “pintxos” feitos com pão e frutos do mar. No entanto, apesar de o menu listar 24 tipos de “tapas”, nem todas ficam disponíveis.

Mas vale conferir.

Bar do Sancho
Rua Augusta, 1.415, Consolação, centro
Tel.: 3141-1956.

°°°°°°°°°°

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura no Consultório Sentimental.

un bon guide #8

Primeiro de março, semana da mulher.
Se você é uma: comemore, se divirta, se liberte.
Se você ama a uma: cuide-a, mime-a, exaltle-a.
Se você quer ser uma: amor-próprio antes de qualquer coisa.

O nosso guia dessa semana deseja a todas uma feliz semana!
E, claro, para abrir os celebrações, um fim de semana melhor ainda.

°°°°°°°°°°

EXPOSIÇÃO

Miguel Rio Branco. Série Santa Rosa, São Sebastião, Rio de Janeiro, 1993

Se você curte fotografia, não pode perder a 21ª edição da Coleção Pirelli: Masp de Fotografia, que reune cerca de cem obras, 30 delas inéditas e outras 70 selecionadas entre as mais de 1.100 da coleção.

As imagens de fotógrafos consagrados – e outros nem tanto, mas com um talento que ultrapassa o nome – formam um panorama completo da fotografia brasileira dos anos 1990 até os dias de hoje.

Entre os artistas, estão nomes como Miguel Rio Branco, Otto Stupakoff, Claudia Andujar e Pierre Verger.

Aberta desde dia 29 passado, a coleção está exposta no 1º andar do Masp com ingressos a R$15. Menores de dez anos e maiores de sessenta não pagam entrada.

Vale a pena!

Otto Stupakoff. Medusa, Nova Iorque, 1987

Masp
Av. Paulista, 1.578 – Bela Vista – Centro.
Telefone: 3251-5644.
terça, quarta e sexta a domingo: 11h às 18h.
quinta: 11h às 20h.

°°°°°°°°°°

FILME

Indicado ao Oscar de melhor filme desse ano, o filme Tão Forte e Tão Perto, do diretor Stephen Daldry (o mesmo de Billy Elliot, As Horas e O Leitor), é uma história melodramática comovente e bem realizada.

Nem todo mundo gostou, mas a produção tem suas qualidades – e, sentimentalmente falando, é muito delicada ao falar sobre a dor da perda para uma criança de 11 anos, que procura desvendar o mistério que está por trás de uma chave deixada pelo pai, que morreu nos atentados de 11 de setembro de 2001.

Atuações marcentes, especialmente a do estreante Thomas Horn, que interpreta um menino hiperativo e que, diante dos imprevistos da vida, não consegue lidar com a calma dolorida que a ausência de um ser amado proporciona.

°°°°°°°°°°

°°°°°°°°°°°

Tão Forte e Tão Perto
Gênero: Drama
Nome original: Extremely Loud & Incredibly Close
País: EUA/2011
Direção: Stephen Daldry
Com: Thomas Horn, Tom Hanks e Sandra Bullock
Duração: 129 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Em grande circuito.

°°°°°°°°°°

SHOW

Hoje à noite, às 21h, para quem gosta da melodia trinada da cantora e compositora Bluebell, um show no Grazie a Dio!, com as mulheres entrando de graça até às 22h.

Dona de duas músicas bastante conhecidas como What If e Cha la la, que integram, respectivamente, a trilha sonora do filme Bruna Surfistinha e a abertura da série Aline, da Globo, ela lança hoje o seu trabalho mais recente, o álbum Eu Sou do Tempo em Que a Gente se Telefonava, de 2011, o segundo da carreira.

A apresentação faz parte do projeto Voz Consoante, que também estrela, ao longo do mês, as cantoras Camila Rondon (8), Arícia Mess (15), Izzy Gordon (22) e Lurdez da Luz (29).

O Grazie a Dio! fica na Rua Girassol, 67, Vila Madalena.
Tel.: 3031-6568.
Ingressos: R$ 15 a R$ 20 (mulheres entram de graça até as 22h).

°°°°°°°°°°

NOITE

A casa nos míticos tempos da década de 1980.

Quem circula na noite de São Paulo provavelmente já ouviu alguma história do lendário Madame Satã.

Depois de cinco anos desativado, a casa agora reabre as portas como Madame, no mesmo endereço no centro de São Paulo e com programação que vai de atrações musicais a teatrais, passando de artes plásticas.

Fundada em 1983, a casa volta a funcionar de quinta a domingo, com DJs conhecidos do circuito underground como Gé Rodrigues, Magal, Kid Vinil, Rafael Perrotta, Rodrigo Cyber, Rodrigo Nacht, Ivan Rocker, Marcos Z. A ideia é resgatar a tradição da discotecagem com vinil e os ritmos mais variados — indie, punk, britpop, psychobilly, garage, gothic, new wave, entre outros.

Com a proposta teatral, o Madame abre também, a partir de amanhã, a temporada teatral com o espetáculo ritualístico São Paulo Surrealista, com direção de Marcelo Marcus Fonseca. Na parte da tarde, o Madame vira centro cultural, com cursos de DJ, dança e teatro, bazar e exposições.

Madame
Rua Conselheiro Ramalho, 873, Bela Vista.
Tel.: 2592- 4474
Ingressos: R$ 30 (entrada) ou R$ 60 (consumação).
Com nome na lista (madame_undergroundclub@hotmail.com): homem: R$ 25 (entrada) ou R$ 50 (consumação); mulher: R$ 20 (entrada) ou R$ 40 (consumação).

°°°°°°°°°°

RESTAURANTE

Se você quer se proporcionar um prazer icomensurável, vá ao Hecho en Mexico, uma taqueria das melhores da cidade.

O restaurante serve uma cozinha mexicana tradicional, farta, a bons preços. Localizado em um pátio delicioso, bem ao estilo arquitetônico mexicano, a taqueria tem consultoria de Lourdes Hernández, uma autoridade no gênero, e o menu lista especialidades como nachos fritos com guacamole e o burrito de carne de porco cozida em suco de laranja.

Uma delícia!

Hecho en Mexico
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 538, Itaim Bibi
Tel. 3073-0833.
Seg. a sáb.: 12h às 24h.
Menu executivo: R$ 15,90 a R$ 17,90 (almoço e jantar)

°°°°°°°°°°

por Fellipe Fernandes – Jornalista, escritor, fotógrafo diletante, converte a própria vida em ficção. Neste blog, assina a coluna Un Bon Guide e colabora quinzenalmente com literatura para a coluna Qualquer Chose.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 98 outros seguidores